advogada orienta buscar a polícia

Imagens eróticas de uma jornalista acreana publicado nas redes sociais está semana, desencadearam uma série de crimes cibernéticos com exposições de imagens intimas envolvendo outras mulheres e homens casados. A acusação adultério em Rio Branco, capital do Acre, ganha proporções de metrópole, alimentadas pelos cônjuge traídos, em flagrante ato de vingança.

Pelo menos mais dois casos de publicações anônimas de vídeos e fotos de mulheres em cena de sexo e exposição do próprio corpo em roupas intimas passaram a circular menos de 24 horas depois. Com maior intensidade no início da tarde desta terça-feira.
Num dos casos, uma mulher loira, aparentando 30 anos, nua na frente do espelho. Noutro, a mesma mulher está deitada na cama do jeito que veio ao mundo.

Internautas que compartilham as imagens se divertem e geram comentários ora jocosos, ora em tom de repúdio. Há situações em que até o filho do casal, menor de idade, é exposto, ao lado da suposta traidora e do esposo traído.

Se não há pudor, não há perdão. Os autores das publicações tratam os personagens como cornos, inclusive pela mulher vítima da traição. Os homens, mais comedidos, não se manifestam, embora tenham suas imagens também reveladas por grupos de pessoas que defendem a mulher em qualquer circunstância. O salseiro está formado.

Em uma outra postagens de vídeo dá para se ouvir, na gravação, a voz de um homem alegando ter sido traído pela mulher com um cliente do casal. Ele persegue a esposa, até gravar o rosto da mulher.

A mulher, vestida com o uniforme de um posto de gasolina de Rio Branco, foge da gravação e se esconde em uma sala.

Logo em seguida aparece um vídeo editado, de sexo explícito, em que a mesma mulher faz sexo com o amante em um motel da cidade.

Deduz-se que o amante tenha filmado para mostrar a traição ao marido. Ou que uma terceira pessoa estava na cena (quarto do motel). No vídeo que o acjornal não vai publicar o rapaz se diverte, rir e faz sinal de “legal” com uma das mãos.

Em todos os casos os autores das postagens não têm identificação pessoal no perfil das redes sociais e se apresentam como parceiros traídos pelo conjugue, que buscam vingança expondo os traidores e revelando o semblante de suas famílias, de forma inconsequente.

Crime cibernético
Os casos citados aqui vão além de uma forma de vingança de traição. Sujeitam a condenação judicial com penas diversas; pensão os autores das publicações e reclusão de 6 meses a um ano. A exposição da imagem sem autorização é crime, sim, senhor.

“Esse tipo de publicações passou a ser crime a partir de 2012, quando a então presidenta da República Dilma Russef sancionou a lei 2. 848. Também conhecida como lei Karolina Dickmam, em menção à atriz que teve fotos íntimas vazadas na internet e procurou a policia para solicitar investigações sobre o caso para punição do culpado”, lembra a advogada e professora de Direito, Lúcia Ribeiro.

“Talvez poucas pessoas saibam que postar imagens intimas, seja foto ou vídeos de terceiros sem autorização da pessoa se constitui crime que pode acabar resultando em prisão. No caso de traição amorosa, comprovada, a decisão mais acertada deve ser a separação legal com pedido de indenização por danos morais, assim querendo a parte insultada”, orienta a advogada.

Já, para quem teve imagens intimas publicadas indevidamente, a advogada Lúcia Ribeiro recomenda, também, procurar a justiça.

” O primeiro passo é recolher as provas do crime, fazendo print das postagens, e registrar uma queixa crime na delegacia para a polícia identificar o autor das postagens e a rede de compartilhamento que a postagem gerou. Vale lembrar que quem compartilha a postagem pode estar cometendo crime também”, disse a advogada

FONTE: Jornal.com