O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta que – de 1º a 26 deste mês – houve um aumento de 280% nos focos de queimada no Acre em comparação ao mesmo período de maio. O dado é do relatório diário do Programa Queimadas Monitoramento por Satélites e foi divulgado nesta terça-feira (27).

Nos 26 dias deste mês, o estado acreano contabilizou 38 focos contra os 10 registrados em maio. Na análise, o estado foi considera o 9º do país com menor quantidade de queimadas registradas pelo programa.

Apesar do aumento, o total de queimadas – ou seja, desde o dia 1° de janeiro – sofreu uma redução de 57% no Acre em relação a 2016. Em 2017 são 50 focos e no mesmo período do ano passado, esse número chegou a 117, de acordo com Inpe.

Vera Reis, diretora técnica do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), afirma que o crescimento de focos de queimada é esperado, sobretudo devido ao fim do período chuvoso na região amazônica.

“A tendência natural é, de julho para a frente, termos uma seca cada vez mais acentuada, com redução da umidade e elevação da temperatura, levando em consideração que é um período que as pessoas começam a preparar a terra para plantio, porque a queimada é cultural no nosso estado, infelizmente”, diz.

A diretora ressalta que, devido a essas previsões, o Programa Floresta Viva, força-tarefa instituída pelo governo desde 2015, já foi lançado com o intuito de monitorar e acompanhar os casos nas cidades acreanas.

“Estamos em campo desde a semana retrasada pedindo que, mesmo que tenha licença para queimar, a pessoa pessoa busque a orientação do órgão ambiental para evitar que as queimadas saiam do controle no período de seca extrema”, finaliza.

Fonte: G1