Uma ação do Batalhão de Policiamento Ambiental do Acre (BPA) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em quatro municípios do Acre e algumas regiões do Amazonas, aplicou mais de R$ 14 milhões em multas por desmatamento ilegal. A Operação Assentamento Verde ocorreu entre os dias 7 e 25 de agosto. Nesta segunda-feira (28), as equipes responsáveis divulgaram os resultados da ação.

Foram apreendidas duas caminhonetes, 20 motosserras, combustível, alimentos, um quadriciclo, duas motocicletas, motores e vários suprimentos para as motosserras. Ato todo, oito pessoas foram conduzidas pelo crime de desmatamento, sendo cinco levadas para a Polícia Federal do Acre, em Rio Branco, e três para a delegacia de Xapuri, interior do Acre.

“Só nessa etapa a gente fez 185 autos de infração. Foram mais de R$ 14 milhões em multas aplicadas. Identificamos os riscos, os responsáveis, e já foram lavradas as multas. Conseguimos, através do monitoramento, identificar o desmatamento que já aconteceu e os que ainda estão em andamento. Esses que estão em andamento chegamos e fizemos as apreensões de materiais”, explicou o chefe da Divisão Técnica de Fiscalização do Ibama, Sebastião Santos.

Santos falou ainda que as equipes conseguiram evitar o desmatamento ilegal de mais de 2 mil hectares em três das quatro áreas fiscalizadas. Os municípios visitados foram Xapuri, Acrelândia, região de Porto Acre e Sena Madureira, no interior do estado acreano, com divisa no Amazonas (AM).

Esse trabalho faz parte do esforço de fiscalização de combate ao desmatamento ilegal e queimadas no estado do acre, que vem sendo feito em conjunto com o Ibama, Batalhão Ambiental e Imac [Instituto de Meio Ambiente do Acre]. As equipes do Imac também estão em campo e têm outros resultados. O trabalho vai continuar durante do ano”, complementou.

O comandante do BPA, major Samir Freitas, ressaltou que a ação era voltada apenas para as cidades do Acre, porém, durante as fiscalizações, foram detectadas áreas desmatadas também no Amazonas. “Como foi detectado desmatamento muito próximo da divisa, foi necessário essa intervenção. Já que a assistência pelo Amazonas seria mais difícil pelo local da ocorrência”, concluiu.

Fonte: G1