CAZAQUISTÃO – Uma pneumonia de origem desconhecida vem causando pânico no Cazaquistão e já matou 1772 pessoas e infectou quase 100 mil.

Profissional de saúde realiza teste de detecção de saúde em homem em Almaty, no Cazaquistão – Mariya Gordeyeva – 8.jul.20/Reuters

Hoje o governo falou pela primeira vez sobre a nova doença, informando que oferece “potencial risco” e é mais letal que a covid-19.

Segundo o ministro da saúde do Cazaquistão, a pneumonia de origem desconhecida matou 628 pessoas apenas em junho. Ele prometeu divulgar mais detalhes “na próxima semana”.

Desde meados de junho, a incidência da nova pneumonia aumentou significativamente em Atyrau e Aktobe, no oeste do Cazaquistão, e no município de Himkent, no sul.

Os pacientes foram testados para covid-19. e os resultados deram negativo. O ministro da saúde do Cazaquistão disse: “Se o público estiver interessado, estamos dispostos a fornecer dados relevantes sobre a pneumonia desconhecida”.

A Embaixada da China no Cazaquistão alertou na quinta-feira os cidadãos chineses que vivem no país sobre a nova epidemia.

A taxa de mortalidade da doença é muito maior do que o COVID-19, e organizações como o departamento de saúde do Cazaquistão estão estudando o “vírus desta pneumonia”, informou a embaixada.

Não há indicação de que esta doença esteja relacionada ao COVID-19.

Alguns especialistas chineses disseram que medidas devem ser tomadas para impedir que a pneumonia se espalhe pela China. O Cazaquistão faz fronteira com a região autônoma de Xinjiang Uygur, no noroeste da China.

A embaixada está lembrando aos cidadãos chineses no Cazaquistão que conscientizem-se sobre as medidas para impedir a propagação do vírus.

A embaixada citou a mídia local dizendo que desde meados de junho quase 500 pessoas foram infectadas com a pneumonia em três regiões do Cazaquistão.

O ministro da saúde do Cazaquistão disse na quarta-feira que o número de pacientes doentes pela pneumonia é duas a três vezes maior do que aqueles que foram infectados com o COVID-19, informou a agência de notícias do Cazaquistão Kazinform.

O ministro disse que planeja publicar registros precisos de casos confirmados já na próxima semana, observando que, embora não seja necessário publicar o número, o público precisa conhecer a verdadeira situação, relatou Kazinform.

Segundo dados oficiais, o número de casos de pneumonia é 2,2 vezes maior em junho do que em 2019, quando houve 1.700 casos, disse a versão em inglês do relatório Kazinform, que carecia de detalhes.

O Cazaquistão registrou 51.059 casos confirmados de COVID-19, incluindo 264 mortes até o momento, segundo o centro de recursos de coronavírus da Universidade Johns Hopkins.

“A situação do COVID-19 no Cazaquistão está sob controle”, diz um comunicado enviado por uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores do Cazaquistão ao Global Times na quinta-feira.

A declaração do ministério não respondeu a perguntas sobre o alerta da embaixada chinesa sobre a pneumonia desconhecida.

Mais de 1,6 milhão de pessoas foram testadas para o COVID-19 no Cazaquistão. Atualmente, o país está realizando quase 90.000 testes por milhão de habitantes (quase 14.000 testes por dia), mais que a França, Alemanha, Canadá e muitos outros países. Existem mais de 50.000 casos de COVID-19 atualmente registrados no Cazaquistão, incluindo mais de 25.000 com sintomas e mais de 23.000 assintomáticos, lê o comunicado.

O Cazaquistão exigiu recursos médicos e econômicos para vencer a luta contra a disseminação do novo coronavírus e retornar à normalidade, diz o documento.

A pneumonia desconhecida provocou discussões acaloradas entre internautas chineses que continuam preocupados com a pandemia de coronavírus.

Até o momento, mais de 370 milhões de internautas leram posts com a hashtag “pneumonia de causa desconhecida relatada no Cazaquistão” no Sina Weibo, da China. “O que aconteceu com a Terra em 2020? Primeiro, o COVID-19 e agora outra pneumonia? Tudo o que queremos para o ano é viver em segurança”, escreveu um internauta.

Alguns estavam preocupados que a pneumonia desconhecida possa afetar a região autônoma de Xinjiang Uygur, no noroeste da China, que compartilha a fronteira com o Cazaquistão.

Em janeiro, o Cazaquistão suspendeu todos os ônibus transfronteiriços com a China e cancelou voos entre os países em 3 de fevereiro.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Painel Político com informações de Agências Internacionais