Com média 4, o Amapá ficou na 24ª colocação entre as unidades da federação no Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB) 2017, realizado pela segunda vez no Brasil. Os dados avaliam o quanto cada cidade ou estado contribui para o desenvolvimento da educação para os moradores, quantificando a atuação entre 0 e 10.

Os dados divulgados em 2015 indicavam que o índice amapaense foi de 3,7. Ou seja, desta vez o estado perdeu 0,3 ponto percentual no IOEB. No ranking entre os estados, Amapá ficou somente à frente do Pará, que ficou com a pior colocação, em 27º; do Maranhão (26ª) e Bahia (25ª). No estudo, o país recebeu a média 4,7. São Paulo conseguiu o maior destaque, com índice de 5,3.

Entre os municípios amapaenses, Macapá e Santana ficaram com o mesmo índice que o estado (4), seguido de Serra do Navio (3,8) e Laranjal do Jari (3,7). Calçoene ficou com o menor índice à nível estadual (3,1).

Entre os indicadores avaliados pelo IOEB está a proporção de docentes com, pelo menos, o ensino superior completo, que ficou em 6 no Amapá, enquanto que no país foi de 8. A média de hora-aula diária das escolas públicas e privadas foi de 1 e à nível nacional, de 1,6.

A proporção de diretores com pelo menos 3 anos de experiência na escola foi a mesma que profissionais que atuaram pelo menos há 6 anos na instituição, de 1. A taxa de atendimento na educação infantil (crianças de 0 a 6 anos) foi de 2, enquanto que no país foi de 4,3.

O estudo

Em parceria com o Instituto Península, Fundação Roberto Marinho, Fundação Lemann e Instituto Natura, o IOEB é gerido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), organização sem fins lucrativos que desenvolve líderes públicos empenhados em promover mudanças positivas.

A pesquisa é uma ferramenta usada pela ONG para incentivar e cobrar os gestores da educação atuem para a melhoria da qualidade da educação.

São levados em consideração no IOEB indicadores de resultados e de insumos, como qualidade dos professores, experiência dos diretores, tempo de jornada na escola das crianças e taxa de atendimento na educação infantil.

Fonte: G1