O Corpo de Bombeiros já registrou 32 mortes por afogamento neste ano em Roraima. O dado foi repassado ao G1 nesta quarta-feira (13).

O índice é bem maior do que o registrado nos anos anteriores. Só em relação aos 12 meses de 2016, quando 10 mortes por afogamento foram contabilizadas no estado, foi um aumento de 220%. Em 2015, foram 10 casos.

De acordo com o tenente Assis Santos, comandante da Companhia de Buscas e Salvamento dos Bombeiros, a maioria das mortes em Roraima se deram por imprudência ou negligência por parte dos passageiros e condutores de embarcações.

O dado já inclui o caso dos três venezuelanos que morreram afogadosapós um acidente que ocorreu no domingo (10) quando um barco com 10 pessoas naufragou.

O tenente lembrou que nesse acidente a superlotação pode ter sido um dos fatores determinantes para que o acidente ocorresse, já que a capacidadade do barco era para até seis pessoas. Além disso, nenhum dos ocupantes usava coletes salva-vidas.

“A possibilidade de que acidentes com vítimas fatais ocorram é mínima se os passageiros utilizarem os coletes salva-vidas, além de se atentar às condições das embarcações. A população precisa se conscientizar”, adverte.

Segundo ele, boa parte dos casos foram registrados na região do Rio Branco que compreende a Ponte dos Macuxi, que interliga Boa Vista ao Cantá, até a região do banho das Copaíbas.

Outra região onde há ocorrências de afogamento é a do balneário do Caranã, na zona Oeste da capital. Os números de mortes por afogamento só incluem casos que são notificados aos Bombeiros militares.

Recomendações de segurança

O tenente Assis dos Santos também deu recomendações para que as travessias no Rio Branco ou em balneários sejam feitas com segurança.

Segundo ele, o uso do colete salva-vidas é fundamental. Além disso, é preciso evitar consumir bebidas alcoólicas se a finalidade do passeio for tomar banho ou ainda quando houver crianças.

“A gente também tem observado que as pessoas estão fazendo muitos saltos de barrancos ou em de cima das balsas. Isso é perigoso, porque há o risco do banhista bater em algo no rio ou se ferir. Outra dica é evitar se desafiar a atravessar o rio a nado, porque existe o risco da pessoa não conseguir completar o percuso e se afogar”, disse Assis.

O comandante disse ainda que equipes de guarda-vidas dos Bombeiros e da Guarda Civil Municipal atuam frequentemente nas principais praias e balneários em Boa Vista, como a Praia Grande, Praia das Copaíbas, Praia da Polar, Banho do Cauamé e do Caranã.

“A população deve priorizar essas áreas onde existem os guarda-vidas, que estão prontos para atender as ocorrências”, complementou.

Fonte: G1