Agentes da Polícia Federal (PF) têm 10 mandados de prisão preventiva para cumprirem na manhã desta quinta-feira (15), no Amapá. As medidas fazem parte de duas operações realizadas em conjunto, a 2ª fase da Minamata e a 3ª fase da Estrada Real, que apuram crimes contra o meio ambiente e de trabalho escravo.

Entre os alvos dos mandados, segundo a PF, estão ex-deputados federais e servidores e ex-funcionários da Agência Nacional de Mineração (ANM), antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Além das 10 prisões, os agentes também dão cumprimento a 12 mandados de busca e apreensão em Macapá, Santana e Calçoene.

Um geólogo, ex-deputado federal e ex-superintendente do DNPM foi levado preso na manhã desta quinta-feira, quando estava na casa e escritório dele, no Centro de Macapá. A defesa informou ao G1 que deve se pronunciar sobre o caso após a audiência na sede da PF.

Policiais também estiveram na casa de outro ex-deputado federal, no bairro Jesus de Nazaré. Ainda não se sabe que mandado foi cumprido no local. Há uma equipe ainda em um hospital particular, no bairro Santa Rita, na Zona Oeste da capital.

Em nota, a polícia descreveu que identificou servidores da ANM que “facilitavam a obtenção de concessões e autorizações de exploração de minério mediante o recebimento de vantagens indevidas e favorecimento de terceiros, além de realizarem ‘vista grossa’ nas irregularidades encontradas no âmbito da mineração”.

Ainda segundo a PF, ex-parlamentares mantinham um esquema de propina dentro da ANM, com poderiam “render” a eles cerca de R$ 100 mil por mês.

A PF informou que não haverá entrevista coletiva com a imprensa sobre a atuação desta quinta-feira (15). As operações são realizadas em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), que deve prestar esclarecimentos ainda nesta manhã.

Os investigados devem responder pelos crimes de usurpação de bem da União, redução a condição análoga à de escravo, corrupção passiva, prevaricação, extração ilegal de minério, organização criminosa, além de lavagem de dinheiro. As penas podem chegar até 30 anos de reclusão.

Fonte: G1