O secretário estadual de Saúde Fernando Máximo tem razão em dizer que é preciso a ajuda da população para evitar o recrudescimento dos casos do covid-19. Conforme explanação feita durante a entrevista na última segunda-feira, Máximo falou sobre como a estrutura do governo se prepara para enfrentar uma possível segundo onda de ataque do vírus.

Foto: Secom-PB/Divulgação

Mas a questão não é tão simples assim. “O governo não pode ficar achando que só a população e os empresários têm de pagar a conta, porque a responsabilidade é de todos e é preciso muitas vezes usar o poder de polícia, ainda que esse poder seja contra grupos de servidores públicos, políticos e até policiais”, disse uma fonte importante ouvida pelo site.

O secretário aconselhou que seja continuado todo o protocolo de higienização, distanciamento  social, uso de água e sabão, uso de máscara etc, e isso tem provado ser eficiente para reduzir impactos da doença. Mas a queixa também continua com relação à liberalidade observada desde que Porto Velho foi colocado na chamada “fase 4” das medidas determinadas pelo último decreto do governo a respeito do corona vírus.

“Cada um tem que fazer a sua parte, mas não custa nada ao governo fazer a dele. A conta só está sobrando para nós que pagamos impostos, geramos empregos. É o movimento das vendas que faz girar a renda e retorna ao governo em forma de tributos. É preciso o governo sair da toca”, disse uma fonte ligada ao comércio.

PREOCUPAÇÃO

Na reunião da última segunda-feira, o secretário Fernando Máximo reconheceu: “a situação voltou a preocupar nossos profissionais de todas as unidades de saúde, o número de internações aumentou, assim como a busca por atendimentos a suspeitas de infecções pelo novo corona vírus”.

De acordo com o secretário, todas as medidas serão adotadas novamente para combater um agravamento da covid-19. Durante a reunião foram colocadas possíveis contratações de profissionais, definidas as unidades que continuarão com atendimentos só para covid-19, otimização dos leitos, a possível reabertura do Hospital de Campanha Zona Leste (antigo Cero), entre outros assuntos.

Até segunda-feira, explanou Fernando Máximo, o Hospital de Campanha de Rondônia, que a Sesau considera “referencia em internações de pacientes positivos”, está com 66,7% dos leitos ocupados, o Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) com 50% e a AMI (Assistência Médica Intensiva) com 70,0%.

O secretário explicou que em outubro, a taxa de ocupação de leitos clínicos era de 49,4%, a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) era de 35,02%. Na manhã desta segunda-feira, 16, a situação causou surpresa, a taxa de ocupação de leitos clínicos subiu para 49,07% e a taxa de ocupação de leitos de UTI está em 55,09%.