O secretário-adjunto de Saúde de Roraima, Paulo Linhares, disse nesta quarta-feira (27) que as 18 mortes de pacientes registradas no Hospital Geral do estado em 48h estão dentro da normalidade mensal de registros. O Conselho Regional de Medicina e o Ministério Público estadual estão investigando o caso.

As 18 mortes foram registradas entre o sábado (21) e o domingo (22) na unidade que é a maior do estado. O estado nega relação entre as mortes.

De acordo com Linhares, normalmente são registrados cinco óbitos ao dia na unidade, mas no entendimento dele o registro do último final de semana está dentro da média mensal. Ele disse que foram registradas 12 mortes no sábado e 6 no domingo.

“O índice é alto, mas ainda está dentro da normalidade […] No final de semana, normalmente há esse aumento [de óbitos] mas às vezes na terça-feira, por exemplo, não morre ninguém […] Num dia podem morrer 10 [pacientes] e no outro nenhum”, afirmou Linhares.

Ainda de acordo com o adjunto, a média de idade dos pacientes que faleceram no final de semana é de 67 anos e que a maioria estava internada no grande trauma, que é a área vermelha da unidade.

Linhares também negou que o hospital tenha limpeza deficiente, alegação feita por familiares de um paciente que morreu no final de semana.

“Nós estamos digitalizando todos os prontuários porque ninguém tem nada a esconder. Entre os que morreram há pessoas que ficaram vivas por 15 minutos na unidade”, pontou, acrescentando que não é possível ligar a mortes a fatores como infecção hospitalar. “O índice de infecção hospitalar no Hospital Geral de Roraima é de 2,2%, número abaixo do estabelecido pela OMS”.

Na quarta (26), houve uma reunião entre representantes do Hospital Geral, CRM, e MP. Na ocasião, os casos foram analisados. A maioria eram idosos que estavam internados com doenças crônicas e cinco pessoas estavam na unidade há menos de um dia.

Nessa conversa preliminar, de acordo com a promotora de Justiça de Defesa da Saúde, Jeanne Sampaio, ficou constatado que as 18 mortes não têm relação entre si e foi descartada a suspeita de infecção hospitalar.

“A questão da infecção hospitalar foi afastada nesse primeiro momento. Mas ainda não temos esse relatório definitivo”, disse a promotora Jeanne Sampaio.

Fonte: G1